Transar na caixa forte ou no mato?
Essa é uma pergunta difícil de responder, envolve uma série de considerações, de indagações, talvez só encontradas nas criaturas mais experientes, que tenham vivido, ao longo dos anos, variadas aventuras amorosas, arriscadas, levadas pela emoção, pelo amor, pela paixão e, acima de tudo, pela loucura.
Então o critério de avaliação de cada transa fica na dependência subjetiva de cada ator, dos riscos envolvidos em cada encontro, da quantidade da adrenalina desprendida.
Avalia-se, também, as circunstâncias dos encontros, a posição social dos amantes, seu estado civil: Se solteiros, casados, desquitados, viúvos, noivos, amancebados, comprometidos e por aí afora.
Quanto aos locais, temos que voltar no tempo em que a prática sexual era mais reservada, as trepadas às escondidas.
Não havia as facilidades atuais, encontros em motéis luxuosos, confortáveis; estímulo à excitação através de áudio visual, filmes pornôs, ao vivo e a cores, lições infalíveis na obtenção do prazer.
Assim, se recordarmos as aventuras amorosas do passado, como trepar no mato, deitado sobre a relva, vendo as cobras rastejando a seus pés ou comer a parceira encostado nas mangueiras, nos cajueiros, nos coqueiros, mordidos de formigas ou transar nas lanchas, nos saveiros, nos armazéns de mercadorias, nas escadas, nos elevadores, nos banheiros, nos cinemas, nos clubes sociais, nas lojas, clínicas, hospitais, escritórios, nas ruas, nos quintais, nos barrancos, dentro dos rios, do mar, nas piscina, saunas, cabines de caminhões ou nas garagens, nos ônibus, navios ou, finalmente, naquele banco traseiro do fusca, à beira mar, janelas ao vento, coqueiros a balançar em noite de lua cheia, não haverá comparação com qualquer suíte de hotéis cinco estrelas.
Vê-se, pela menção desses locais, como será difícil ao leitor encontrar uma resposta afirmativa, principalmente, se conhecermos a história do gerente de um banco oficial do nordeste, de nome Valmor Del Pica Ramazzo, na intimidade conhecido por Pica De Aço, fazendo jus ao seu nome de batismo, ele um cidadão na casa dos cinqüenta anos, administrador de empresa, casado, de ótima aparência, bem alto, sobrancelhas cheias, cabelos castanhos, sorriso escondido atrás de espesso bigode.
Pois bem, o tal do Pica de Aço, morava em Fortaleza, mas pela sua grande experiência profissional, administrava cursos e frequentemente substituía os gerentes em férias nas agencias bancárias do interior, onde permanecia de dois ou três meses ausente da família.
Com a fama de elegante e conquistador, Valmor, por onde passava, não deixava de ter uma namorada, geralmente buscava na clientela da cidade, no comércio, onde fazia questão de visitá-las. Era um gerente que gostava da vida social, era homem da rua, popularesco. Isso atendia melhor as suas ambições, as suas conquistas.
Valmor, naquela época, fazia parte do círculo das autoridades mais importantes das cidades do interior, entre eles, o prefeito, o juiz, o delegado de polícia, o coletor federal e o gerente de banco.
Foi assim, que Valmor Pica de Aço, substituindo o colega bancário numa importante cidade do sertão de Pernambuco, enamorou-se de Josélia, uma jovem que trabalhava numa loja de confecção, aparentava trinta anos. Era bonita, cabelos pretos lisos, belo sorriso, comunicativa.
O passado de Josélia não era muito recomendável. Era independente financeiramente, namoradeira quando mais jovem, havia corneado o marido com um caixeiro viajante, estava separada havia quatro anos, não tinha filhos.
Valmor encantou-se por Josélia, começou a namorar, ele queria comê-la, mas não existia motel naquela época. O jeito era transar no mato ou dentro do carro, locais que Valmor o Pica de Aço não se arriscaria pelo seu status de gerente de banco oficial, poderia manchar a sua reputação.
Resolveu então o incauto conquistador, levá-la para trepar na agencia bancária, numa noite de segunda-feira.
Estacionou o Chevette na garagem do estabelecimento, desligou as luzes, passou pelo seu gabinete e, sem nenhuma precaução, decidiu abrir a caixa forte onde estava o dinheiro e, lá dentro, deitaram sobre um colchonete.
Beberam wisky, comeram petiscos retirados do isopor que levara, como se fosse um piquinique. Para que a ventilação não fosse interrompida, Valmor escorou a porta de ferro da caixa forte com o par dos sapatos, deixando uma fresta para a passagem do ar.
Lá pela madrugada, depois de beber e trepar, adormeceram. O vigia do banco passando ocasionalmente, verificou que os sapatos estavam naquela posição, os recolheu e, por segurança, empurrou a porta de ferro que ficou travada por dentro.
Logo pela manhã do dia seguinte, no horário do expediente, deram por falta do gerente, e acharam estranho o sapato ali ao lado e o barulho interno na caixa forte.
Valmor Pica de Aço e Josélia estava preso, sufocados, tentavam desesperadamente abrir a caixa forte pelo lado de dentro.
Depois de muita inquietação e aglomeração dos funcionários, com a chegada do subgerente e do responsável pelo caixa, foi possível a abertura do caixa forte e socorrer o Valmor e Josélia, ambos despidos, desidratados, exaustos e em estado de choque. O escândalo tomou conta dos funcionários, dos clientes e da cidade, era só o que se comentava, uma agitação incontrolável.
Valmor Del Pica de Aço e a sua namorada foram atendidos num consultório médico de um amigo, ali próximo da agencia e recuperado fugiu da cidade na mesma hora para Fortaleza, onde foi demitido pelo banco, de nada valendo a sua precaução.
Já Josélia, indefesa, não teve quem a defendesse, negaram-lhe o justo direito de amar, de tirar prazer do seu corpo, no momento que atingia o apogeu, rotações máximas da atividade sexual feminina, indice olimpico testado naquela noite de gozos sucessivos, na temperada pica de aço de seu amante.
Então o critério de avaliação de cada transa fica na dependência subjetiva de cada ator, dos riscos envolvidos em cada encontro, da quantidade da adrenalina desprendida.
Avalia-se, também, as circunstâncias dos encontros, a posição social dos amantes, seu estado civil: Se solteiros, casados, desquitados, viúvos, noivos, amancebados, comprometidos e por aí afora.
Quanto aos locais, temos que voltar no tempo em que a prática sexual era mais reservada, as trepadas às escondidas.
Não havia as facilidades atuais, encontros em motéis luxuosos, confortáveis; estímulo à excitação através de áudio visual, filmes pornôs, ao vivo e a cores, lições infalíveis na obtenção do prazer.
Assim, se recordarmos as aventuras amorosas do passado, como trepar no mato, deitado sobre a relva, vendo as cobras rastejando a seus pés ou comer a parceira encostado nas mangueiras, nos cajueiros, nos coqueiros, mordidos de formigas ou transar nas lanchas, nos saveiros, nos armazéns de mercadorias, nas escadas, nos elevadores, nos banheiros, nos cinemas, nos clubes sociais, nas lojas, clínicas, hospitais, escritórios, nas ruas, nos quintais, nos barrancos, dentro dos rios, do mar, nas piscina, saunas, cabines de caminhões ou nas garagens, nos ônibus, navios ou, finalmente, naquele banco traseiro do fusca, à beira mar, janelas ao vento, coqueiros a balançar em noite de lua cheia, não haverá comparação com qualquer suíte de hotéis cinco estrelas.
Vê-se, pela menção desses locais, como será difícil ao leitor encontrar uma resposta afirmativa, principalmente, se conhecermos a história do gerente de um banco oficial do nordeste, de nome Valmor Del Pica Ramazzo, na intimidade conhecido por Pica De Aço, fazendo jus ao seu nome de batismo, ele um cidadão na casa dos cinqüenta anos, administrador de empresa, casado, de ótima aparência, bem alto, sobrancelhas cheias, cabelos castanhos, sorriso escondido atrás de espesso bigode.
Pois bem, o tal do Pica de Aço, morava em Fortaleza, mas pela sua grande experiência profissional, administrava cursos e frequentemente substituía os gerentes em férias nas agencias bancárias do interior, onde permanecia de dois ou três meses ausente da família.
Com a fama de elegante e conquistador, Valmor, por onde passava, não deixava de ter uma namorada, geralmente buscava na clientela da cidade, no comércio, onde fazia questão de visitá-las. Era um gerente que gostava da vida social, era homem da rua, popularesco. Isso atendia melhor as suas ambições, as suas conquistas.
Valmor, naquela época, fazia parte do círculo das autoridades mais importantes das cidades do interior, entre eles, o prefeito, o juiz, o delegado de polícia, o coletor federal e o gerente de banco.
Foi assim, que Valmor Pica de Aço, substituindo o colega bancário numa importante cidade do sertão de Pernambuco, enamorou-se de Josélia, uma jovem que trabalhava numa loja de confecção, aparentava trinta anos. Era bonita, cabelos pretos lisos, belo sorriso, comunicativa.
O passado de Josélia não era muito recomendável. Era independente financeiramente, namoradeira quando mais jovem, havia corneado o marido com um caixeiro viajante, estava separada havia quatro anos, não tinha filhos.
Valmor encantou-se por Josélia, começou a namorar, ele queria comê-la, mas não existia motel naquela época. O jeito era transar no mato ou dentro do carro, locais que Valmor o Pica de Aço não se arriscaria pelo seu status de gerente de banco oficial, poderia manchar a sua reputação.
Resolveu então o incauto conquistador, levá-la para trepar na agencia bancária, numa noite de segunda-feira.
Estacionou o Chevette na garagem do estabelecimento, desligou as luzes, passou pelo seu gabinete e, sem nenhuma precaução, decidiu abrir a caixa forte onde estava o dinheiro e, lá dentro, deitaram sobre um colchonete.
Beberam wisky, comeram petiscos retirados do isopor que levara, como se fosse um piquinique. Para que a ventilação não fosse interrompida, Valmor escorou a porta de ferro da caixa forte com o par dos sapatos, deixando uma fresta para a passagem do ar.
Lá pela madrugada, depois de beber e trepar, adormeceram. O vigia do banco passando ocasionalmente, verificou que os sapatos estavam naquela posição, os recolheu e, por segurança, empurrou a porta de ferro que ficou travada por dentro.
Logo pela manhã do dia seguinte, no horário do expediente, deram por falta do gerente, e acharam estranho o sapato ali ao lado e o barulho interno na caixa forte.
Valmor Pica de Aço e Josélia estava preso, sufocados, tentavam desesperadamente abrir a caixa forte pelo lado de dentro.
Depois de muita inquietação e aglomeração dos funcionários, com a chegada do subgerente e do responsável pelo caixa, foi possível a abertura do caixa forte e socorrer o Valmor e Josélia, ambos despidos, desidratados, exaustos e em estado de choque. O escândalo tomou conta dos funcionários, dos clientes e da cidade, era só o que se comentava, uma agitação incontrolável.
Valmor Del Pica de Aço e a sua namorada foram atendidos num consultório médico de um amigo, ali próximo da agencia e recuperado fugiu da cidade na mesma hora para Fortaleza, onde foi demitido pelo banco, de nada valendo a sua precaução.
Já Josélia, indefesa, não teve quem a defendesse, negaram-lhe o justo direito de amar, de tirar prazer do seu corpo, no momento que atingia o apogeu, rotações máximas da atividade sexual feminina, indice olimpico testado naquela noite de gozos sucessivos, na temperada pica de aço de seu amante.
Ao invés dos aplausos merecidos, Josélia passou a andar pela cidade natal sob a censura dos olhares dos seus conterrâneos, suportando, durante tantos anos, o pesado ônus da sua aventura amorosa, estigmatizada no apelido preconceituoso de "Josélia, a bucetinha da caixa forte".
Pois bem se essa história verídica fosse nos dias atuais, Josélia casa-forte, estaria numa boa, ficaria rica, teria uma grande poupança, a mídia estaria ao seu lado.
Bastaria apenas pegar um gancho no marketing da propaganda do governo federal ao dizer: Brasil: país de poucos...Depois era só aparecer na TV vestindo um biquíni pátrio verde-amarelo e batendo as mãos sobre a xoxota e convidando: Vem prá caixa, você também...
Gozação à parte, disso tudo ficou uma grande lição: Trepar no mato trás mais emoção, o ar é puro, o ambiente é saudável, a natureza renova a tesão. O perigo é a cobra de baixo morder a de cima.
Mas, por amor e paixão, vale a pena transar em qualquer lugar e em qualquer circunstância, desde que o gozo não se transforme em agonia e o arrependimento seja um tormento para toda a vida.
Boa sorte aos amantes! (JLacoli)
Pois bem se essa história verídica fosse nos dias atuais, Josélia casa-forte, estaria numa boa, ficaria rica, teria uma grande poupança, a mídia estaria ao seu lado.
Bastaria apenas pegar um gancho no marketing da propaganda do governo federal ao dizer: Brasil: país de poucos...Depois era só aparecer na TV vestindo um biquíni pátrio verde-amarelo e batendo as mãos sobre a xoxota e convidando: Vem prá caixa, você também...
Gozação à parte, disso tudo ficou uma grande lição: Trepar no mato trás mais emoção, o ar é puro, o ambiente é saudável, a natureza renova a tesão. O perigo é a cobra de baixo morder a de cima.
Mas, por amor e paixão, vale a pena transar em qualquer lugar e em qualquer circunstância, desde que o gozo não se transforme em agonia e o arrependimento seja um tormento para toda a vida.
Boa sorte aos amantes! (JLacoli)
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