sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ao cabaço de meu Amor, a contradição de um machista!

Apesar da caretice atual quando se fala desse assunto, o cabaço (hímen) é a parte do corpo da mulher, o mais cobiçado pelos homens.

O valor que lhe é atribuído pelos homens, (não sabemos se por desejo) não é entendido pelas mulheres, provavelmente, em razão do procedimento liberal de algumas, talvez a maioria, ou também por força da sua personalidade.

Pois bem, a existência (em desuso) dessa delicada membrana e a sua fragilidade elástica, contrapõe-se ao perfil da conduta feminina, influenciada pela sua formação doméstica; do ambiente em que vive; da sua religiosidade e formação do seu caráter.

Para os homens, a mulher que o cede, logo à primeira vista, levada pelo prazer, pela aventura amorosa, pelo ficar descompromissado, sem oferecer resistência, compara-se a uma varejista, levada pela influência do modernismo, do liberalismo avançado e inconseqüente, sem dúvida, uma afronta e desrespeito a si própria.

Procedendo dessa maneira, a jovem dá um passo no escuro, supondo-se segura e, logo a seguir, frustrada, enganada, passando de mão em mão, banalizada, às vezes promíscua.

A falta de outro entendimento, talvez essa conduta ajusta-se a um choque de gerações, de hábitos e costumes diferentes, quando as jovens se excedem, ultrapassam os limites do prazer.

Entregam o melhor do seu corpo com naturalidade, a parte mais desejada, como se estivessem a trocar de roupa em público, sem cerimônia, envolvendo-se sexualmente com parceiros desconhecidos, jogando para o alto o seu cabaço, apêndice indesejável, algo sem nenhum valor, e que dele se apressa em desfazer-se, esquecendo-se de que os homens, em qualquer parte do mundo, buscam a virgindade como símbolo da honra feminina, a pureza maior do seu amor, do seu sentimento e afeto.

E todos os homens o desejam, por mais que escondam ou disfarcem as suas intenções, eles querem sempre ser o primeiro, não só pelo prazer de desfrutá-lo, mas também, e acima de tudo, por entender tratar-se de gesto honroso, de primazia, uma oferta pura, cristalina, o melhor de si, guardado depois de tantas tentações, que uma mulher oferece ao seu amado.

Esse ato não significa para o homem, a obsessão de quem compra um objeto qualquer numa loja, uma lembrança vulgar.

Nada disso. O prazer está no ato da pessoa amada, no seu desprendimento de afetividade, de grandeza, de quem soube vencer todas as adversidades e tentações, para ofertá-lo original, intocável, sem mácula, justo, apertado, quente, virgem para o justo deleite e gozo do seu grande amor.

Certamente haverá homens incapazes de compreender tal significado, a extensão infinita desse gesto.

Para esses, talvez, inconformados ou vítimas de alguma frustração amorosa, o cabaço ou hímen, é algo desprezível, pouco importa se é furado e, por isso, apregoam por aí que não se incomodam, que não tem importância, e outras desculpas esfarrapadas....

Esses homens, que felizmente são poucos, atribuem ao cabaço o valor do “Nada”. Portanto, nada a comentar. (J.Lacoli)

Ao Cabaço do meu Amor, A contradição de um Machista!

I

O teu cabaço macio, delgado, sem aço.

Rompeu-se em noite de amor, sem cansaço.

Sem força, sem dor, sem melaço.

Mas com gozo, beijos e forte abraço.

II

Era uma noite estrelada de verão

De brisa fresca a soprar vinda do mar

E nos deitamos e rolamos enlaçados

Sozinhos nus, no silêncio e no amar.

III

E foi suave, sem dores, nem champanhotas.

Lua-de-mel foi o prazer de longo traço

E foi na cama que brindamos aconchegantes

Alegremente, se rompeu o teu cabaço!

IV

Foi excitante, indolor e complacente.

Pintas de sangue escorregou no teu regaço

E tu gemeste, em grande gozo de prazer.

E foi de festa o adeus do teu cabaço!

V

Se o cabaço é o símbolo da pureza,

É para muitos, sem valor é démodé.

Não sabem eles, o prazer da primazia.

E se conformam em ser segundo, um reentré!

VI

Não te ofendas, se não comeste um cabaço.

Amar assim, não representa sacrilégio.

O homem quer ser o primeiro, o pioneiro.

De sua amada, ter do seu corpo o privilégio!

VII

Eu te agradeço, meu amor, de coração,

Com gratidão, te quero tanto em meu espaço.

Fique comigo, apertadinha nos meus braços.

Não penses nunca, que me pegaste pelo cabaço!

(J.Lacoli)

1 Comentários:

Às 20 de outubro de 2007 às 05:22 , Anonymous Anônimo disse...

Uma peinha de nada

 

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