sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Pedrito comeu Margarida na repartição pública!

Acontece cada coisa nesse mundo que muitas vezes não queremos acreditar, pensamos logo que o amigo é mentiroso, fanfarrão ou que o cronista quer inventar histórias para agradar as pessoas. Não é nada disso, minha gente, esse caso é verdadeiro, ocorreu numa repartição pública no estado de Pernambuco, na década de setenta. Pedro era seu nome, funcionário dos Correios e Telégrafos, de média altura, cabelos pretos e olhos castanhos, rosto arredondado, casado pela terceira vez, aparentava ter vinte e oito anos, era envolvente e eficiente no trabalho.
Terminara o curso ginasial, concluíra também o curso técnico em eletrônica pela Escola Técnica Federal, corria de um lado para o outro numa Mobilette velha para atender aos compromissos, inclusive fazendo bicos nas empresas privadas onde era frequentemente solicitado para manutenção e reparos das máquinas telex, novidade técnica da época na transmissão de dados e mensagens, utilizadas quase por exclusividade pelos correios.
Pedrito, apelido dos íntimos, era um expert, trabalhava incansavelmente, e muitas vezes era escalado para cumprir o turno da noite nos correios, varanda a madrugada, a fim de atender a demanda das mensagens.
Apesar dessas obrigações, Pedrito não podia ver um rabo de saia, transformava-se, grudava os olhos em cima das suas vítimas, aproximava-se, encontrava uma maneira de agradá-la, era simpático, de boa conversa e muito pegajoso.
Logo estava aos elogios, aos abraços, sorrindo, cochichando aos ouvidos, convidando-as para uma festinha, para jantar e por aí afora.
Não demorava muito e logo estava comendo a sua presa, sem cerimônia, em qualquer lugar, na praia, no campo, no carro, na casa e apartamentos das amigas, nos motéis, nos recantos mais estranhos. Para ele o importante era trepar, gozar, tinha verdadeira compulsão.
Foi assim que ocorreu numa certa noite em que estava de plantão nos correios, lá pela dobra da madrugada, naquele salão enorme do terceiro andar da repartição. Havia poucas luzes acesas, quebrava o silencio o dedilhar de mais duas máquinas de telex operadas à distância pela colega Margarida e outra por seu amigo George, um coroa bem vestido, de ótima aparência, casado, antigo e exemplar funcionário, beirando os cinqüenta anos, muito conceituado dentro da repartição.
Pedrito há bastante tempo vinha cercando a Margarida, uma bela mulher, de trinta anos, alta, cabelos pretos, corpinho bem feito, sorriso enigmático e encantador.
Margarida morava com a família no bairro de Casa Amarela, tivera alguns namorados, terminara recentemente um noivado de quatro anos, estudara contabilidade, era uma profissional competente, já possuía um fusca, era independente e objeto do desejo dos seus colegas, entre eles Pedrito que não lhe dava sossego, pois sonhava em comê-la, fantasiava um programa noturno, fugindo do plantão, era uma paixão desenfreada, obsessiva, acompanhava todos os seus passos, presenteava-a, mas não recebia de sua parte, qualquer atenção ou correspondência aos seus galanteios.
Mas Pedrito não desanimava, estava em cima, marcação cerrada, como um cão de caça, querendo morder a sua vítima.
Pois bem, naquela noite Pedrito, embora estivesse super-atarefado com uma montanha de mensagens urgentes a serem transmitidas, percebeu pela malícia do seu olhar, algo estranho no relacionamento entre seu colega George e Margarida.
Havia algo no ar, telefonemas, bilhetinhos, lanches, chocolates, sorrisos afetuosos entre os dois, tudo indicava que, pelas suas observações, havia um namoro entre eles, tudo em surdina, só murmúrios.
Estavam bem distantes, a repartição a meia luz, fez-se, de uma hora para outra, um silencio tumular, já quase no final do turno. Pedrito levantou a cabeça, olhou em volta, não viu mais os colegas que de repente sumiram.
Epa! Disse com ele mesmo, vou ver onde estão namorando. Retirou os sapatos, ficando só de meias e caminhou silenciosamente encostado pelas paredes da repartição, buscando as áreas mais escuras para melhor observar.
Surpreendeu-se, perdeu quase o fôlego, ao ver debaixo de uma mesa, bem ao fundo do salão, o George por cima, de calças arriadas e Margarida por baixo, ela com o vestido preto levantado, George beijando-a e gemendo baixinho em pleno gozo.
De súbito Pedrito cheio de astúcia, na ponta dos pés, aproximou-se por trás da mesa sem que ninguém o visse e disse baixinho: Termine de gozar colega, que depois é minha vez!
Assustaram-se envergonhados, mas Pedrito calmamente repetiu: Podem terminar colegas, depois é a minha vez.
- George então apelou: Que é isso amigo? Que sujeira é essa colega?
- Logo você Pedrito, disse Margarida, procurando esconder o rosto, envergonhada ao que ele respondeu:
- Não aceito desculpas. Já disse o que quero, é o preço do meu silencio. Caso contrário vou chamar a vigilância para fazer a ocorrência e levar o assunto a diretoria amanhã logo cedo.
Com o flagrante, os amantes, com receio de escândalos, não ofereceram qualquer resistência. Avaliaram que o melhor para eles seria a estabilidade do serviço público, evitando assim a demissão por justa causa.
O ultimato de Pedrito surtiu efeito. Naquela mesma noite, deitado debaixo da mesa sobre o leito das aparas de papelão, Pedrito realizou o seu grande sonho: Cheirou, lambuzou-se, comeu e desfolhou a linda Margarida.
Mas que sujeito filho da puta!
(Jlacoli)

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